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SEM EFETIVO, ESTADO ACABA COM PLANTÃO NOTURNO EM DELEGACIAS

Segundo Sindpol, medida atinge 1º, 3º, 6º e 22º Distritos Policiais, que passaram a usar videomonitoramento

Por LARISSA BASTOS/ REPÓRTER | Edição do dia 30/11/2019

Matéria atualizada em 29/11/2019 às 21h55

Delegacia do 6º Distrito Policial, no bairro de Cruz das Almas, é uma das que estão sem plantão noturno
Delegacia do 6º Distrito Policial, no bairro de Cruz das Almas, é uma das que estão sem plantão noturno - Foto: Sindpol
 

Por falta de efetivo, os plantões noturnos do 1º Distrito Policial, que fica no Centro de Maceió, do 3º *Ponta Grossa), do 6º (Cruz das Almas) do 22º (Trapiche) foram substituídos por videomonitoramento. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL), os agentes, diz a entidade, estão trabalhando apenas em horário comercial.

“A maior prejudicada é a população, que fica desprotegida. Os bairros, as comunidades de Maceió ficam sem a proteção do Estado”, afirma o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, que critica a decisão do governo de Alagoas. “Enquanto as facções criminosas estão se apoderando das comunidades, invadindo os bairros e amedrontando as delegacias, o poder de polícia do Estado está saindo. Isso é um retrocesso na Segurança Pública. Era para ser o contrário, se as facções estão dominando, era para o Estado estar lá, com delegacias abertas 24h”.

De acordo com o sindicalista, outras ainda devem ser fechadas. “A Delegacia Geral da Polícia Civil já começou a fazer ofícios para os delegados informando que mais oito ou dez delegacias vão fechar também à noite”, ressalta ele. “Já vinhamos denunciando isso há muito tempo”, acrescenta ele. Nazário destaca ainda que delegacias do interior também podem passar a funcionar no mesmo esquema. “O Sindpol alerta que isso vai refletir ainda mais para o interior, que já é carente. Fechar as delegacias dos municípios é um caos na Segurança Pública. E esse é projeto do governo do Estado”. Uma denúncia sobre a situação já foi feita ao Conselho de Segurança Pública (Conseg), além de audiências públicas, tanto na Câmara Municipal de Maceió quanto na Assembleia Legislativa. O sindicato aponta que também já realizou atos para chamar a atenção da população. “Estamos preocupados com o atendimento à população. O povo de Alagoas fica à merce. Além da pobreza extrema, ainda tem a falta da Segurança Pública. Fizemos um apelo até para a própria Delegacia Geral, que dá como resposta que é questão de gestão e falta de efetivo e, devido a isso, estão fechando para concentrar tudo na Central de Flagrantes. Essa é a desculpa que eles dão”, reforçou o sindicalista.

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