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ALAGOAS TEM MÉDIA DIÁRIA DE 377 NOVOS CASOS DE CORONAVÍRUS

Segundo pesquisa da Ufal, casos cresceram 23% na primeira semana do ano e óbitos, 6%

Por regina carvalho | Edição do dia 14/01/2021

Matéria atualizada em 13/01/2021 às 22h35

Maceió, 13 de janeiro de 2021
UPA do Tabuleiro. Localizada na Avenida Durval de Góes Monteiro, 350 - Tabuleiro do Martins, Maceió. Alagoas - Brasil.
Foto:@Ailton Cruz
Maceió, 13 de janeiro de 2021 UPA do Tabuleiro. Localizada na Avenida Durval de Góes Monteiro, 350 - Tabuleiro do Martins, Maceió. Alagoas - Brasil. Foto:@Ailton Cruz | @Ailton Cruz

Nos primeiros 13 dias de 2021, Alagoas registrou um total de 4.902 novos casos de coronavírus, o que representa uma média diária de 377. No mesmo período, foram 96 mortes causadas pela doença, uma média de 7,38 óbitos por dia. O relatório do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 aponta aumento da transmissão do coronavírus em Alagoas. Em relação aos casos confirmados, o acréscimo foi de 23% e de óbitos de 6%, segundo levantamento dos pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Os números da primeira semana epidemiológica (SE) de 2021, de acordo com os pesquisadores, continuam evidenciando o aumento da transmissão. “Os 2.748 casos e 51 óbitos notificados na última SE correspondem a um aumento de 23% e 6%, respectivamente, quando comparados com a semana anterior. Nos últimos dias, ao longo da primeira semana epidemiológica (SE) de 2021, o Brasil atingiu a marca de 200 mil mortos vítimas da Covid-19, sem contar com os óbitos por SRAG não especificados, que já passam de 73 mil; desta forma, é possível que estejamos próximos a 300 mil vidas perdidas em decorrência da pandemia do novo coronavírus”, diz trecho do relatório divulgado na terça-feira (12). O relatório explica que mesmo com todas as limitações da política de testagem, já passamos de 8 milhões de pessoas infectadas, número que pode ser cerca de onze vezes maior e que em Alagoas encerramos a última Semana Epidemiológica de 2020 com mais de 105 mil casos confirmados e 2.501 óbitos, em meio a aglomerações e desrespeito às medidas de controle. “Geograficamente, verifica-se que o aumento de casos ocorreu por quase todo o território alagoano, mas que a maioria dos casos foi verificada em Maceió, que também concentrou mais de 50% de óbitos. Apesar do aumento no ritmo da testagem nessa primeira semana, o informe epidemiológico divulgado pelo CIEVS no dia 10/01 indicava a presença de 8.677 casos suspeitos”, informa o levantamento semanal. De acordo com o relatório, com relação à ocupação de leitos da rede pública destinados às vítimas da Covid-19, o boletim do dia 10 de janeiro indicava a ocupação de 105 leitos de UTI e mais 5 de UTI intermediária. “Assim, considerando os 220 leitos com respiradores disponíveis, a taxa de ocupação estava em 50%. Portanto, relativamente estável quando comparada com a da semana anterior", informa. Entretanto, isoladamente, a situação mais preocupante neste momento é com relação a oferta de leitos para pacientes com Covid em Arapiraca, sede da 2ª macrorregião de saúde e Palmeira dos Índios. Os dois municípios registraram ocupação de 83% dos leitos de UTI. “A incapacidade de processamento dos testes atrelada à desarticulação com a Atenção Primária à Saúde (Equipes de Saúde da Família – ESF e Núcleos de Ampliados de Saúde da Família – NASF) se traduz na ineficiência na gestão dos casos e no dimensionamento da pandemia no estado, comprometendo a tomada de ações por parte do poder público. A título de mensuração do impacto desse problema, mantida a proporção de 56% de casos positivos entre os exames RT-PCR divulgados pelo Lacen na 1ª SE, teríamos quase cinco mil casos a mais dos que os notificados neste período”, explica o relatório. Os pesquisadores alertam que os dois principais municípios alagoanos – Maceió e Arapiraca – continuando apresentando tendência de alta de casos e registrado na última semana incidência superior a 140 casos por 100 mil habitantes. “Considerando que uma situação segura só será alcançada por meio da imunidade coletiva, atingida unicamente na presença de uma robusta campanha de vacinação, lembramos que as medidas amplamente divulgadas nos últimos meses pelas autoridades sanitárias continuam sendo essenciais para o restabelecimento do controle da transmissão do novo coronavírus. E importante frisar que, para além da redução do número de pessoas com Covid-19 e de vidas perdidas, ainda não se sabe a extensão das sequelas provocadas pela infecção pelo novo coronavírus", afirmam os pesquisadores.

NOVOS CASOS

Alagoas registrou mais 401 casos e oito óbitos por Covid-19, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), nesta quarta-feira (13). De acordo com o documento, já são 109.720 casos confirmados da doença no estado, com 2.585 óbitos. Ainda segundo o boletim, 103.939 pacientes já finalizaram o período de isolamento e são considerados curados da Covid-19 em Alagoas. Outros 8.094 aguardam o resultado de exames médicos que possam confirmar ou descartar a infecção pelo vírus. Cinco das mortes confirmadas na quarta (13) são moradores da capital do estado, todos idosos com idades entre 66 e 88 anos.

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