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Cidades

COVID JÁ CAUSOU A MORTE DE 40 PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO EM AL

Oito municípios adotaram o ensino híbrido e retomaram as aulas parcialmente

Por Pâmela de Oliveira | Edição do dia 13/04/2021

Matéria atualizada em 13/04/2021 às 03h35

| Cortesia

Pelo menos 40 profissionais da educação alagoana já foram vítimas da Covid-19 desde o início da pandemia no estado, é o que aponta um levantamento preliminar feito pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). No último domingo (11), o sindicato fez publicação homenageando as vítimas com o pedido de retorno presencial das aulas apenas após a vacinação. Segundo informações da União dos Dirigentes Municipais de Alagoas (Undime/AL), oito municípios alagoanos já retornaram parcialmente às atividades presenciais através de um sistema híbrido. Em um comunicado publicado na última sexta-feira (9), a professora e presidente do Sinteal, Maria Consuelo, disse enxergar a decisão dos gestores com indignação. “Diante do trágico e alarmante quadro de pandemia em que vivemos no Brasil e em Alagoas, nos causa muita indignação a postura de prefeituras que vêm pressionando trabalhadores e trabalhadoras das escolas municiais para o trabalho presencial. Trata-se de uma postura irresponsável”, afirmou. Ainda segundo Consuelo, ainda não é possível chegar a um número exato de professores e professoras que morreram em decorrência da Covid-19. Um levantamento está sendo feito pelo Sinteal.


CEDECA QUER INVESTIGAÇÃO DO MP SOBRE AULAS

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos (Cedeca) Zumbi dos Palmares solicitou ao Ministério Público de Alagoas (MPAL) a abertura de inquérito civil para analisar o pleno acesso das crianças e adolescentes às aulas remotas na rede de ensino do município de Maceió. Representantes da entidade se disseram preocupados com a retomada do ano letivo, no formado virtual, e querem saber se a comunidade escolar tem acesso às ferramentas tecnológicas. A representação foi oficializada durante reunião, ocorrida nessa segunda-feira (12), entre representantes do colegiado com o procurador-geral de justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque.

Vários requerimentos foram protocolados. O Cedeca quer que seja solicitado à Secretaria Municipal de Educação (Semed) dados atualizados da quantidade de alunos devidamente matriculados e quantos possuem aparelhos eletrônicos com pleno acesso à internet para acompanhar as aulas remotas.

Pediu, ainda, a designação de uma audiência pública virtual, com a presença do secretário Elder Maia e da equipe técnica da pasta responsável pelo acompanhamento da participação dos alunos nas atividades on-line. Também que se averigue quais foram as alternativas adotadas para atender os estudantes e os professores da rede municipal que não possuem ferramentas tecnológicas com acesso à plataforma de aulas. Há solicitação para que o Conselho Municipal de Educação (COMED) acompanhe plenamente e adote providências necessárias à efetivação do direito à educação das crianças e adolescentes do ensino municipal. E para que seja designado um promotor de justiça específico para monitorar os desdobramentos do ensino remoto da rede municipal, a fim de fiscalizar e cobrar ações em defesa do ensino de qualidade. De acordo com o advogado Arthur Lira, do Cedeca, há uma série de problemas enfrentados por professores e alunos nesta modalidade de ensino remoto. “As dificuldades impostas através do ensino remoto afetam todo o magistério, especialmente em virtude da flexibilização da carga horária, na qual exige mais tempo de disponibilidade de todos, necessidade de custeio dos aparelhos eletrônicos e de acesso à internet de boa qualidade”, destacou. Ele acrescenta que, antes da pandemia, já havia um déficit de crianças fora da sala de aula, cenário que o conselho acredita ter se agravado com a pandemia de Covid-19. “Diante desta possibilidade, surgiu a necessidade de ingressar com a representação para pedir ao Ministério Público o devido acompanhamento”.

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