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Transporte

CBTU ACIONA JUSTIÇA POR PREJUÍZOS CAUSADOS PELA BRASKEM EM MACEIÓ

Companhia quer colocar na conta da mineradora a construção de anel ferroviário na capital alagoana

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 23/10/2021

Matéria atualizada em 22/10/2021 às 20h41

O desastre ambiental provocado pela Braskem em quatro bairros da capital não destruiu a vida apenas de 40 mil famílias das áreas afetadas. Por conta da suspensão da linha de trem que passava em Bebedouro e Mutange, milhares de trabalhadores que vinham de Rio Largo para Maceió estão sofrendo financeira e fisicamente. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que opera o sistema, ainda não somou os prejuízos. Mas vai colocar na conta da mineradora a construção do anel ferroviário que vai sair do Centro até Rio Largo passando pelos três shoppings, Hospital Metropolitano, Ufal e o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Para isso, uma ação na Justiça foi impetrada para assegurar a realização da obra. Segundo o superintendente da CBTU, Carlos Jorge, a compensação incluirá ainda os custos com o projeto e a consequente execução, já que os cofres da empresa foram duramente afetados com a queda no movimento de aproximadamente 8 mil usuários por dia. Segundo ele, os prejuízos existem mesmo com a cobertura de alguns gastos que incluem um ônibus circular – onde os usuários fazem a baldeação. “Em relação ao projeto de anel ferroviário, a CBTU ajuizou ação na Justiça Federal contra a Braskem para que a mineradora assuma a reparação de danos à companhia, apresentando um estudo (e assumindo a execução posteriormente) para o desenvolvimento de um projeto de um anel ferroviário saindo do Centro até Rio Largo, passando pelos três shoppings, Hospital Metropolitano, UFAL (Universidade Federal de Alagoas) e Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares”, revelou Carlos.

O valor total ou estimado da obra não foi revelado. Ele disse ainda que o projeto de expansão do Centro ao Maceió Shopping está pronto e em fase de levantamento e desapropriações, bem como procedimentos licitatórios e a liberação orçamentária. Conforme explicou, tudo isso está no horizonte da empresa que é conhecida por oferecer um serviço de qualidade, conforto, segurança e com preço acessível.

“O prejuízo para a CBTU é incalculável porque transportamos vidas e nossos usuários estão na faixa de renda dos mais carentes. Além do nosso transporte ser de qualidade, conta com uma tarifa acessível”, lembrou o superintendente. O esforço da empresa, desde que o problema nas regiões afetadas se tornou uma realidade com a interrupção da linha, é para continuar atendendo o usuário. Em abril do próximo ano completam dois anos de funcionamento de um arranjo de transporte que inclui ônibus e o aumento do tempo das viagens por conta de um problema que a empresa não foi a responsável, mas sim vítima.

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