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Educação

UFAL FECHARÁ O ANO COM DEFICIT DE R$ 10 MILHÕES NO ORÇAMENTO

Ministérios da Economia e da Educação informam que este ano não haverá suplementação orçamentária

Por arnaldo ferreira | Edição do dia 23/10/2021

Matéria atualizada em 22/10/2021 às 20h44

A Ufal não tem dinheiro para investir em laboratórios, e os equipamentos precisam de manutenção
A Ufal não tem dinheiro para investir em laboratórios, e os equipamentos precisam de manutenção | Ascom Ufal

A Universidade Federal de Alagoas fechará o ano no vermelho. O deficit é superior a R$ 10 milhões, e a previsão orçamentária para o próximo ano não é nada otimista. O orçamento será o mesmo deste ano: R$ 900 milhões, com redução na verba de custeio. Já o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) já utilizou 83,7% do orçamento de R$ 50 milhões. O Ifal promoveu cortes radicais e conseguirá sobreviver até dezembro com o orçamento previsto. As duas instituições foram informadas pelo governo federal de que este ano não haverá suplementação orçamentária. Do orçamento deste ano da Ufal, RS 800 milhões foram destinados para pagar pessoal e o restante representa os gastos com o custeio. Desde 2019 a Ufal contingencia mais de R$ 300 milhões, anualmente. O resultado geral é uma “tragédia” no ensino superior, na pesquisa e na manutenção da estrutura, reclamam reitores, professores e alunos. A universidade não tem dinheiro para investir em laboratórios, os equipamentos precisam de manutenção, e até o Centro de Informática que atende a reitoria, mantém conectado os 102 cursos, departamento e centros, está com equipamentos velhos e no mercado não tem mais peças de reposição porque a defasagem passa de uma década. Faltando menos de dois meses para fechar 2021, a tesouraria da Ufal considera que “financeiramente o ano já terminou”. Uma importante fonte do setor revelou que 92% do orçamento já foi aplicado. O corte de custeio passou de R$ 42 milhões. O orçamento está estrangulado, a partir deste mês de outubro. O site da Andifes (Associação Nacional de Instituições Federais de Ensino Superior) mostra em tempo real a situação das universidades brasileiras, no campo da execução financeira. A maioria vive situação semelhante a da Ufal. O orçamento discricionário da Ufal está na ordem de R$ 100 milhões do orçamento de R$ 900 milhões. Em 2019, esta verba de custeio somou cerca de R$ 150 milhões. Os reitores ensaiaram solicitar suplementação orçamentária. Porém, os ministérios da Economia e da Educação avisaram que não haverá dinheiro extra para custeio.

Para evitar um colapso orçamentário geral, a Ufal promoveu um dos maiores cortes de despesa de sua história. O reitor Josealdo Tonholo, numa entrevista exclusiva à Gazeta admitiu prejuízos na infraestrutura, na manutenção, cortes profundos na manutenção de bolsas de estudos e de pesquisas. “A gente foi obrigado a promover cortes consideráveis em todos os setores. Mesmo assim, fecharemos com um deficit perto de R $10 milhões”.

Leia mais nas páginas A14 e A15

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