Gazeta de Alagoas
Pesquise na Gazeta
Maceió,
Nº 5749
Batidas

ACIDENTES ENVOLVENDO POSTES CRESCEM EM ALAGOAS

Média no ano passado era de 40 casos por mês e neste ano é de 59

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 10/07/2024

Matéria atualizada em 10/07/2024 às 04h00

As ocorrências de colisões de carros, caminhões, ônibus e motos com postes têm gerado custos operacionais extras para a distribuidora de energia Equatorial. Os números indicam um crescimento vertiginoso dos danos que saltaram de 443 durante todo o ano de 2023, com uma média de quase 40 ocorrências por mês, para uma média de 59 batidas por mês neste ano. No último trimestre de 2024, foram registrados 177 acidentes.

Segundo o executivo de Segurança do Trabalho da Equatorial, João Marcos Porfírio, sempre que algo assim é registrado uma equipe deixa de cumprir suas atividades normais para atender a nova demanda. E, em geral, são operações complexas pois envolvem danos materiais, corte de energia e substituição do poste, fiação e por fim o restabelecimento da rede para voltar a operar eletrizada.

“É uma situação que envolve uma equipe que, em geral, precisa ser desviada de uma função que já havia sido planejada anteriormente para atender a uma demanda de emergência. Isso leva um tempo pois precisa ser feito todo o levantamento do dano para se iniciar a atuação, além da preocupação com a segurança do local do fato em relação aos pedestres, residências e outros veículos. São situações em que precisamos, entre outras coisas, parar o trânsito para garantirmos também que os técnicos trabalhem seguros”, disse.

Em meio a tantos custos operacionais, como a reposição de equipamentos, não há um cálculo definido sobre o que já foi gasto. Entretanto, tudo entra para a conta da empresa, que por sua vez terá que incluir em sua planilha de gastos não previstos.

Sobre os acidentes e seus causadores, eles nem sempre são identificados. E isso faz com que a empresa não consiga cobrar os valores envolvidos. Ainda assim, a busca é feita pelo setor jurídico afim de amenizar as perdas.

“É certo que parte do problema está no comportamento do condutor. Os veículos com o tempo ficaram mais velozes e maiores. E a combinação disso com alta velocidade quase sempre geram danos quando se perde o controle dos carros. São batidas muito fortes capazes de derrubar um poste que em geral está projetado para aguentar uma carga importante e que está colocado no solo, no caso dos existentes nas cidades, a 1,5m”, detalhou o executivo.

ACIDENTE

Na madrugada dessa terça-feira (9), um poste caiu sobre residências situadas na Rua Araújo Bivar, no bairro de Pajuçara,em Maceió, após um caminhão-baú passar pelo local e colidir na estrutura. Com o impacto, diversos fios se espalharam pela calçada do imóvel.

Mais matérias desta edição