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Pandemia

PEDIDOS DE SEGURO-DESEMPREGO CRESCEM MAIS DE 25% NO ESTADO

Nos primeiros quinzes dias de maio, 4.096 trabalhadores recorreram ao benefício em Alagoas, diz Ministério da Economia

Por Carlos Nealdo | Edição do dia 23/05/2020

Matéria atualizada em 22/05/2020 às 21h07

Em números absolutos, Alagoas teve 828 pedidos a mais na primeira quinzena de maio
Em números absolutos, Alagoas teve 828 pedidos a mais na primeira quinzena de maio | Dárcio Monteiro

O número de pedidos de seguro-desemprego em Alagoas avançou 25,3% na primeira quinzena de maio, na comparação com igual período do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira, pelo Ministério da Economia. De acordo com os dados, nos primeiros quinze dias deste mês, 4.096 trabalhadores alagoanos recorreram ao benefício, contra 3.268 registrados na primeira quinzena de maio de 2019. Em números absolutos, são 828 pedidos a mais entre um mês e outro. Na comparação a primeira quinzena de abril, o número de pedidos do benefício de maio registrou uma alta de 9,5% no estado. Em ambos os período, já vigorava o decreto do governo de Alagoas proibindo a abertura de negócios considerados não essenciais. Segundo o levantamento do governo federal, o maior volume de pedidos de seguro-desemprego em Alagoas ocorreu no setor de serviços, com 2.142 requerimentos - o que corresponde a 50,09% do total de Pedidos. Em seguida aparecem o comércio, 1.192 trabalhadores (27,88% do total), indústria, com 443 pedidos (10,36%) e a construção civil (329 pedidos ou 7,69%). De acordo com o Ministério da Economia, o número ainda apresenta uma defasagem e pode ser maior porque o fechamento de agências do Sine (Sistema Nacional de Emprego) fez com que muitas pessoas não solicitassem o benefício. Em abril, segundo os dados do governo federal, foram pagas 19.816 parcelas do seguro-desemprego em Alagoas, num total de R$ 24 milhões - o que dá um valor médio de R$ 1,2 mil. Em todo o País, O número de pedidos de seguro-desemprego apresentou um salto de 76% na primeira quinzena de maio deste ano, se comparado com o mesmo período de 2019. Nas primeiras duas semanas deste mês, foram registradas 504 mil solicitações da assistência do governo a pessoas demitidas sem justa causa. Na primeira, quinzena de maio de 2019, o número foi de 286 mil.

No período, os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (149.289), Minas Gerais (53.105) e Rio de Janeiro (42.693). “E possível constatar que, com as medidas de isolamento social decorrentes da pandemia da covid-19, os atendimentos via web (390.867) se mantiveram em patamar elevado e representaram 77,5% do registrado na primeira quinzena de maio”, ressalta o Ministério da Economia, em nota.

O governo estima que 250 mil pessoas foram demitidas sem justa causa, estão aptas a receber o auxílio, mas ainda não fizeram o pedido.

BENEFÍCIO

O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária paga pelo governo a trabalhadores dispensados sem justa causa. O valor do benefício varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03. A pessoa demitida tem quatro meses de prazo para requerer o auxílio no Sine, no portal “gov.br” ou no aplicativo de celular “Carteira de Trabalho Digital”. O Ministério da Economia afirma que, uma vez feita a solicitação pelo trabalhador, não há fila de espera para concessão do benefício. Membros do governo afirmam que a medida colocada em vigor em abril que permite corte de jornadas e salários está surtindo efeito. Sem ela, dizem, o número de demissões durante a crise seria muito maior.

O programa autoriza empresas a fazerem acordos com seus funcionários para suspender integralmente contratos por até dois meses ou para reduzir jornadas e salários por até três meses. Nesses casos, o governo entra com uma compensação em dinheiro para os trabalhadores atingidos.

Até o momento, 8 milhões de trabalhadores formais tiveram contratos suspensos ou salários e jornadas reduzidos. As informações são da Folhapress.

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