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MACEIÓ É A ÚLTIMA CAPITAL DO NORDESTE EM COMPETITIVIDADE

O estudo analisou a capacidade competitiva das 405 cidades com mais de 80 mil habitantes do País

Por Hebert Borges | Edição do dia 21/11/2020

Matéria atualizada em 20/11/2020 às 19h39

Maceió é a pior capital do Nordeste e a quarta do Brasil em competitividade. Este cenário foi revelado no inédito Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado na última quinta-feira (19) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estudo analisou a capacidade competitiva das 405 cidades com mais de 80 mil habitantes do País. Maceió ficou na 255ª. Dos 88 municípios da região Nordeste analisados, nenhum está entre os 60 primeiros colocados. O ranking foi organizado em três dimensões: instituições, sociedade e economia, as quais foram detalhadas em 12 pilares compostos por 55 indicadores no total. As notas atribuídas variam de 0 a 100. Maceió ficou com 44,22 no ranking geral. Ao analisar os pilares, a capital alagoana teve a menor nota no quesito acesso à educação, 18,30. Esse pilar leva em conta questões como a taxa de atendimento na educação infantil, matrículas e alunos em tempo integral.

O pilar de acesso à educação está dentro da dimensão sociedade, onde Maceió ficou com nota 53,03 e na 303ª posição. Entre as três dimensões analisadas, Maceió recebeu a nota mais baixa em relação à economia, 29,96. Nessa dimensão é levada em conta inserção econômica; inovação e dinamismo econômico; capital humano e, por fim, telecomunicações. Puxaram para baixo a nota da capital alagoana os pilares de inovação e dinamismo econômico, com nota 24,93, e capital humano com 26,35. Esse dois pilares econômicos analisaram fatores como recursos para pesquisa e desenvolvimento científico, empregos no setor criativo, crédito per capita, PIB (Produto Interno Bruto) per capita, crescimento do PIB per capita, complexidade econômica, renda média do trabalho formal e crescimento da renda média do trabalho forma. No item capital humano são avaliadas questões como a taxa bruta de matrícula em ensino técnico e profissionalizante, a taxa bruta de matrícula no ensino superior e a qualificação dos trabalhadores em emprego formal.

Na dimensão instituições, Maceió recebeu a sua maior nota, 55,01, influenciada principalmente pelo pilar de funcionamento da máquina pública, que avaliada com 72,12. Esse pilar analisou o custo da função administrativa, o custo da função legislativa, tempo para abertura de empresas, qualificação do servidor e transparência municipal. O outro pilar nessa dimensão foi a sustentabilidade fiscal, que no caso de Maceió a nota foi 42,17. Nesse item foram avaliadas questões como dependência fiscal, taxa de investimento, despesa com pessoal e endividamento.

O município mais bem colocado do Nordeste no ranking é João Pessoa (PB), na 70ª colocação, seguido por Recife (PE), na 100ª posição. Na sequência, aparecem duas cidades do Ceará e uma do Piauí: Sobral, Fortaleza e Teresina, nas 121ª, 153ª e 182ª colocações, respectivamente. No Nordeste, Maceió ocupa a 20ª posição, atrás de cidades como Crato (CE), Serra Talhada (PE), Parnamirim (RN) e Santa Cruz do Capibaribe (PE).

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