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Agronegócios

COM QUEDA DE QUASE 7%, PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA DE AL SOMA R$ 2,8 BI

Sozinho, o VBP da cana-de-açúcar, que atingiu R$ 1,5 bilhão, representa 53,8% do total da produção

Por Carlos Nealdo | Edição do dia 20/01/2021

Matéria atualizada em 19/01/2021 às 19h58

VBP da cana-de-açúcar de 2020 representa uma retração de 20,8% em relação a 2019
VBP da cana-de-açúcar de 2020 representa uma retração de 20,8% em relação a 2019 | Felipe Brasil

A produção agropecuária alagoana alcançou um valor bruto de R$ 2,86 bilhões em 2020, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O volume representa uma retração de 6,7% em relação a 2019, quando o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) alcançou R$ 3,07 bilhões. De acordo com os dados, o montante de 2020 representa 0,3% do VBP nacional de 2020, que alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989.

Sozinho, o VBP alagoano da cana-de-açúcar, que atingiu R$ 1,54 bilhão, representa 53,8% do total da produção alagoana. Apesar disso, o volume registrado no ano passado representa uma retração de 20,8% em relação a 2019, quando o VBP do setor alcançou R$ 1,9 bilhão. Em segundo lugar aparece a produção de bovinos, que alcançou R$ 485,5 milhões, seguida da produção de laranja (R$ 168,7 milhões), mandioca (R$ 150,3 milhões), banana (R$ 128,4 milhões), leite (R$ 105,4 milhões) e ovos (R$ 95 milhões). Com um valor bruto de R$ 134.2 bilhões, o Mato Grosso registrou a maior produção agropecuária no ano passado - com 15,4% do total. Em seguida aparecem o Paraná (R$ 117,1 bilhões), São Paulo (R$ 106,4 bilhões), Minas Gerais (R$ 96,1 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 73,6 bilhões). Juntos, esses estados foram responsáveis por 60,5% de toda a produção nacional. Na outra ponta, o Amapá aparece com o menor VBP entre os estados brasileiros, com R$ 154,6 milhões - o correspondente a 0,2% da produção nacional. Em seguida aparecem Roraima (939,1 milhões), Distrito Federal (R$ 1,5 bilhão), Rio Grande do Norte (R$ 1,9 bilhão) e Sergipe (R$ 2,02 bilhões). Em todo o País, as lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. De acordo com nota técnica ministério, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram o milho, com crescimento real de 26,2%, a soja, com 42,8%, a carne bovina, com 15,6%, e a carne suína, com 23,7%. O faturamento da soja, do milho e da carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente. Destaca-se ainda a contribuição positiva da produção de ovos em 2020. Segundo a pasta, as variáveis determinantes para os resultados estão relacionadas aos preços dos produtos no mercado interno, às exportações favoráveis para grãos e carnes e à produção da safra de 2020.

PRODUÇÃO

As primeiras estimativas para 2021 indicam crescimento do VBP de 10,1% (R$ 959 bilhões). Os principais destaques são arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial bovinos, suínos, frangos e leite. O ranking dos principais produtos em 2021 aponta para a soja, o milho, café e algodão, responsáveis por 82,6% do faturamento esperado para as lavouras. Na pecuária, bovinos, frangos e leite devem liderar os resultados do VBP, com participação de 85,9% no faturamento. A lista dos estados campeões na agropecuária deve permanecer com Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal, com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês. As informações são da Agência Brasil.

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