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Consumo

62 MIL CONSUMIDORES ESTÃO INADIMPLENTES NA CAPITAL ALAGOANA

Número de dezembro de 2020 representa uma retração de 24,3% em relação ao mês mês do ano anterior, aponta levantamento

Por Hebert Borges | Edição do dia 22/01/2021

Matéria atualizada em 21/01/2021 às 20h04

Em dezembro de 2020, vinte mil consumidores de Maceió saíram da inadimplência
Em dezembro de 2020, vinte mil consumidores de Maceió saíram da inadimplência | © Ailton Cruz

Vinte mil maceioenses saíram da inadimplência em 2020. É o que aponta a mais recente Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) divulgada nessa quinta-feira (21) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). De acordo com os dados, em dezembro passado houve uma queda de 24,3% no número de pessoas com contas em atraso em Maceió, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em números absolutos, de dezembro de 2019 a dezembro de 2020, a quantidade de endividados inadimplentes na capital alagoana passou de 82 mil para 62 mil. Segundo o levantamento, esse grupo representa 19,8% dos maceioenses, taxa menor do que a percebida nas outras capitais do Brasil, que, em média, é de 25,2%. Outro indicador da capital alagoana mostra que o percentual de endividados que não tem condições de pagar as dívidas atinge 10,8% dos moradores de Maceió. Nas outras capitais o percentual médio é de 11,2%. Já o índice de maceioenses com algum tipo de dívida chegou a 64,1%. O índice se manteve estável no último mês do ano, seguindo uma tendência de queda e estabilização desde junho, mês que apresentou o maior nível de endividamento em 2020, com um percentual de 72,5%. Segundo o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, os números obtidos na pesquisa mostram uma melhora significativa na condição de endividamento e inadimplência em Maceió, ao longo de 2020. “Isso se deve, em grande medida, aos recursos oriundos dos programas de combate à pandemia, como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego, somados ao sentimento de incerteza característico das crises econômicas”, observou. Hortencio destaca também que mesmo dezembro sendo um mês característico de aumento de consumo e, consequentemente, de endividamento, o último mês do ano manteve as características de todo o período de pandemia em 2020, com uma diminuição constante no número de endividados e uma melhora significativa no percentual de pessoas que podem pagar seus compromissos.

FORMAS

Seguindo o padrão das demais capitais brasileiras, o cartão de crédito permanece como o principal fator gerador de dívidas dos maceioenses. De acordo com a pesquisa, 94,8% dos consumidores fizeram uso desse recurso para adquirir bens e serviços. Em seguida, entre as modalidades de endividamento de curto prazo, estão os carnês, com 23,3%. Já o crédito pessoal ficou com 4,1%.

RENDA

A pesquisa apontou ainda que entre os maceioenses com renda acima de 10 salários mínimos, 59% estão com alguma dívida. Desses, 8,6% se dizem muito endividados e 10,4% possuem contas em atraso. No grupo de consumidores com renda de até 10 salários mínimos, 64% estão endividados. Desse montante, 3,7% estão muito endividados e 32,3% tem alguma dívida atrasada. Quanto ao tempo de atraso de pagamento das dívidas, os dois grupos salariais têm uma média similar de um pouco mais de 70 dias, sendo que mais de 60% dos consumidores, nos dois níveis de renda, estavam com contas em atraso em período de 3 a 6 meses, comprometendo, em média, 27% das suas rendas.

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