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Emprego

IBGE: MULHERES PERDEM MAIS POSTOS DE TRABALHOS EM AL

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Por Lívia Tenório* | Edição do dia 20/02/2021

Matéria atualizada em 19/02/2021 às 20h36

No ano passado, as mulheres foram mais atingidas pela eliminação de vagas formais de trabalho em Alagoas
No ano passado, as mulheres foram mais atingidas pela eliminação de vagas formais de trabalho em Alagoas | © Ailton Cruz

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que no ano passado, as mulheres perderam mais vagas de emprego em comparação aos homens. O saldo, ou seja, o resultado entre contratações e desligamentos, ficou em menos 315 para as mulheres e 4.910 para os homens. Tanto o número de admissões quanto o número de desligamentos foi maior para o sexo masculino. Em 2020, 86.290 alagoanos foram admitidos, enquanto que para as mulheres o número sequer chegou na casa dos 30 mil, foram contratadas 27.610. Para a mestra em recursos humanos Aristella Lemos, a maior perda de postos formais de trabalho para as mulheres não tem a ver com discriminação em relação a gênero, mas pela função exercida. “Por exemplo, se havia mais mulheres na área comercial, a que mais sofreu com demissões, então elas perderam seus empregos por conta disso”, ressalta. De acordo com o Caged, o setor comercial foi onde mais houve desligamentos, contabilizando 27.4646 demissões e 28.314 admissões, ou seja, o setor empregou mais do que demitiu, ficando com saldo positivo de 850. Os setores de trabalhadores agropecuários e de produção de bens de serviços ficaram logo atrás com 26.430 e 22.610 desligamentos, respectivamente.

Os dados referentes às demissões mostram que dos 109.305 demitidos em Alagoas, aproximadamente 57% possuía ensino médio completo. A respeito da faixa etária, a maior parte dos desligamentos foi entre pessoas com 30 a 39 anos.

“Entre a grande maioria das indústrias do nosso estado, se você observar quais profissionais foram desligados, foi justamente a mão-de-obra, ou seja, o operário. Geralmente aqui, essas pessoas não possuem qualificação, infelizmente por conta disso, para o mercado, eles são facilmente substituíveis”, pontua a mestra em RH. Em escala nacional, o saldo se manteve positivo para os homens e negativo para as mulheres, com 230.294 abertas e 87.604 extintas, respectivamente. No entanto, a maior parte dos desligamentos foi para profissionais do sexo masculino: foram 9.205.837 contra 5.817.684 das demissões de mulheres, o que resulta em uma diferença de aproximadamente 53%. Os trabalhadores da área de vendas de comércio foram os que mais sofreram com o resultado, contabilizando 4.355.841 profissionais que ficaram sem seus empregos. Já em relação a contratações, o setor de produção de bens de serviços se manteve como o setor que mais admitiu pessoas no ano anterior, com 4.148.441 trabalhadores admitidos. Referente a faixa etária por saldo, jovens de 18 a 24 anos protagonizaram a maior parte das admissões.

* Sob supervisão da editoria de Economia.

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