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Pandemia

EMPRESÁRIOS DO ESTADO QUEREM REPACTUAR CONTRATOS

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Por Nealdo | Edição do dia 20/02/2021

Matéria atualizada em 19/02/2021 às 20h38

Hoje, comércio, indústria e serviços buscam a renovação da suspensão de contratos de trabalho, que no ano passado garantiu a manutenção dos empregos, com o governo federal pagando a folha salarial. Isto garante estabilidade funcional pelo tempo que as empresas gozaram do benefício federal. Os setores querem também a repactuação dos contratos que contraíram no ano passado em função da pandemia. Do governo estadual, a Abrasel e a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) tentam uma política específica de facilidades no parcelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir do período da pandemia e repactuação de emissão dos juros. Existe ainda um pleito antigo do setor de bares e restaurantes, com relação ao Custo de Mercadoria vendida (CMV) –este imposto é, basicamente, a soma das despesas para produzir, e armazenar mercadoria, até que a venda seja realizada. Os empresários querem que o estado retire a CMV dos produtos alimentícios. O imposto gera impacto de quase 3% no faturamento. “É como se fosse uma cobrança antecipada de imposto. Uma empresa que é do Simples Nacional, se não pagar, não consegue se creditar. A gente espera o entendimento do governo do estado”, apelou o presidente da Abrasel. A Secretaria de Fazenda deu esperança aos empresários ao revelar que já há um estudo neste sentido em andamento. Porém, não definiu mais nada a respeito do assunto. O que se quer é que este imposto seja retirado das empresas do Simples Nacional.

RECESSÃO

É consenso entre empresários, gestores públicos, representantes políticos, economistas e agentes do mercado financeiro que a segunda onda da pandemia e a vacinação lenta são duas das razões para a retomada da economia nacional não acontecer neste primeiro semestre. A avaliação é feita com base nos 10 milhões de infectados e 240 mil mortos no País, nos registros de Alagoas com mais de 120 mil infectados e 3 mil mortos. O que mais preocupa os economistas é a vacinação “muito lenta”. “Esse noticiário gera um ambiente de incerteza na economia, principalmente em relação ao primeiro semestre”, ressalta o economista Cícero Péricles. Ele explica ainda que o pacote de apoio à economia aprovado no Congresso no ano passado faz muita falta nesses dois primeiros meses de 2021. “Foi um erro não ter planejado – e aprovado – a continuidade no final de 2020”, diz. No entanto, Péricles acredita que a pressão social e política garantirá a volta do Auxílio Emergencial, com outro formato, a partir de abril. O Programa de Manutenção do Emprego está sendo renegociado com a data ainda incerta e as linhas emergenciais de crédito ficaram fora da agenda. O Auxílio Emergencial, segundo Cícero Péricles, beneficiou 1,2 milhão de alagoanos e suas famílias, o programa de emprego alcançou 200 mil contratos de trabalho e as linhas emergenciais foram decisivas para o tecido empresarial de Alagoas, principalmente as micro e pequenas empresas. af

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