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efeito da pandemia

COMÉRCIO NÃO ESTÁ OTIMISTA PARA PERÍODO JUNINO, DIZ ALIANÇA

Mudanças em horários devido ao decreto de distanciamento social tem feito o movimento despencar

Por Clariza Santos | Edição do dia 05/06/2021

Matéria atualizada em 04/06/2021 às 19h29

Vitrine das lojas estão enfeitadas com bandeiras e outros produtos típicos dos festejos juninos no Centro de Maceió
Vitrine das lojas estão enfeitadas com bandeiras e outros produtos típicos dos festejos juninos no Centro de Maceió | @Ailton Cruz


A pandemia da Covid-19 tem arrasado a vida de milhares de pessoas. Além do luto da perda de um ente querido, trabalhadores, empresários e empreendedores tentam se equilibrar na corda bamba em que está a economia no Brasil. Em Maceió, o comércio passa por uma nova fase de pessimismo. Isso porque, segundo o presidente da Aliança Comercial, Guido Santos Júnior, o não funcionamento nos feriados e no sábado tem feito o rendimento cair.

Os festejos juninos, para o Comércio, é um dos mais esperados. Porém, este ano, o cenário é devastador. “O setor que vende nesse período é o de roupas e sapatos, além de acessórios juninos. Só que não vai ter festa, o que complica. Ainda mais com os feriados, 24, 29 e 28, que são datas complicadas pra gente. Estamos tentando funcionar nesses feriados. Não está tendo otimismoƎ em virtude da pandemia, dos decretos. Quer dizer, a situação está muito complicada”, define Guido Santos. As roupas de São João eram as preferidas do período, como conta, ainda, o presidente da Aliança. “Estamos nos virando nos trinta para conseguir vender. Quem tem aplicativo está conseguindo se manter, mas quem não tem está ficando no prejuízo”, relata. Guido denuncia, ainda, aglomerações em lugares públicos, como em agências bancárias. “Nós temos ônibus e bancos que registram aglomerações. É preciso que o governo reveja e pense também no comércio, já que nós somos os maiores empregadores e que também pagam impostos”, salienta. O presidente da Aliança defende que o Governo precisa rever os pontos do decreto de distanciamento social nesta fase vermelha, que pretende combater a proliferação do vírus. “É preciso que o governo pense que estamos com prejuízo e muitos já estão demitindo funcionários porque não está conseguindo pagar a folha”, conclui. Apesar das dificuldades, os lojistas estão expondo produtos de decoração, como bandeirolas, toalhas de mesa, além de outros acessórios típicos da época.

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