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Economia

QUASE 11 MIL POSTOS DE TRABALHO FECHAM EM ALAGOAS EM 2022

Dados do Novo Caged apontam que, no estado, foram 65.201 contratações com carteiras assinadas e 76.192 desligamentos

Por Hebert Borges | Edição do dia 29/06/2022

Matéria atualizada em 29/06/2022 às 01h31

Mais afetados pelo fechamento de postos são homens com ensino fundamental incompleto e idade entre 30 e 39 anos
Mais afetados pelo fechamento de postos são homens com ensino fundamental incompleto e idade entre 30 e 39 anos | Agência Brasil

Alagoas já acumula o fechamento de 10.991 postos de trabalho em 2022, de acordo com dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O resultado é o saldo das 65.201 contratações com carteiras assinadas e 76.192 desligamentos.

Os maiores afetados pelo fechamento de postos em Alagoas são os homens (13.807), com ensino fundamental incompleto (10.881) e com idade entre 30 e 39 anos (5.141). A área que mais fechou postos foi a dos trabalhadores da cana-de-açúcar (14.487).

Em maio, Alagoas registrou 364.938 pessoas com carteira assinada, o que é 0,95% maior do que o aferido em abril. Em maio, o Brasil registrou um saldo de 277.018 novos empregos formais.

No mês passado foram registradas 1.960.960 contratações com carteiras assinadas e 1.683.942 desligamentos. Já o total de trabalhadores celetistas – ou seja, com vínculo formal de trabalho e direitos e deveres regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – aumentou 0,67% em relação ao resultado de abril deste ano, passando de 41.448.948 para 41.729.858.

Na média nacional, os salários iniciais pagos a quem foi admitido em um novo emprego em maio foi de R$ 1.898,02 – valor R$ 18,05 menor que a média de R$ 1.906,54 calculada em abril. No acumulado do ano, foi registrado saldo de 1.051.503 empregos, decorrente de 9.693.109 admissões e de 8.641.606 desligamentos.

Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados registraram saldos positivos em termos de criação de empregos formais. Tal como em abril deste ano, o setor de serviços voltou a ser destaque, com um saldo de 120.294 postos celetistas.

Em seguida vêm as atividades ligadas ao comércio (+47.557 postos); indústria (+46.975 postos); construção (+35.445 postos) e, por fim, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+26.747 postos). Todas as cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo, com destaque para Centro-Oeste, cujo índice variou 0,94%, com saldo de 33.978 vagas de emprego formais.

Em seguida vêm o Norte (+0,82%, +16.091 postos, respectivamente); Nordeste (+0,73%, +48.847 postos); Sudeste (+0,69%, +147.846 postos) e Sul (+0,33%, +25.585 postos).

As unidades federativas com maior saldo mensal, foram São Paulo, com um resultado positivo de 85.659 postos (variação positiva de 0,67% em comparação a abril); Minas Gerais (+29.970 postos ou +0,68%) e Rio de Janeiro (+20.226 postos, +0,61%). Sergipe: (+855 postos, +0,30%); Roraima (+494 postos, +0,75%) e o Amapá (+334 postos, +0,46%) foram os estados com menor saldo.

No mês, houve 24.094 admissões e 18.284 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, deixando um saldo de 5.810 empregos. Duzentos e oitenta e seis trabalhadores assinou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Do ponto de vista das atividades econômicas, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (+4.505 postos), Indústria geral (+1.117 postos), Construção (+436 postos), Agropecuária (+303 postos) e Comércio (-551 postos).

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