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PRESIDENTE DA CBF ALERTA SOBRE PARALISAR JOGOS: ‘PODE TORNAR TUDO AINDA MAIS DIFÍCIL’

Ednaldo Rodrigues fez alerta aos clubes sobre possível paralisação do Brasileiro

Por Lance! | Edição do dia 15/05/2024

Matéria atualizada em 15/05/2024 às 04h00

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, fez um alerta aos clubes sobre uma possível paralisação do Campeonato Brasileiro
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, fez um alerta aos clubes sobre uma possível paralisação do Campeonato Brasileiro | Lucas Figueiredo/CBF

Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues fez alerta aos clubes sobre possível paralisação do Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao “ge”, o dirigente afirmou que irá acatar a decisão tomada pelas equipes, mas se mostrou preocupado com os impactos no calendário e na economia do futebol brasileiro.

“Temos um calendário difícil, e a paralisação pode tornar tudo ainda mais difícil”, disse. “Primeiro, reitero sempre a nossa solidariedade a todo o povo do Rio Grande do Sul, por tudo o que está passando. Sobre o pedido de paralisação, é interessante que possamos ouvir todos os clubes para definir. Isso envolve calendário, classificação para as competições sul-americanas e até a Intercontinental, caso um clube brasileiro ganhe a Libertadores. Não é tão fácil assim. Mas somos todos democráticos. Depois de colocar todos esses pontos para que eles definam, não tenho como ficar contrário [aos clubes] porque nossa gestão é democrática. Vamos mostrar o contraditório dessa paralisação, mas vamos respeitar a decisão dos clubes”, prosseguiu o presidente.

Sobre o posicionamento da CBF, ele deixou claro que a entidade é contrária à paralisação do Brasileiro neste momento. A decisão será tomada em Conselho Técnico no dia 27 de maio.

Ele também respondeu sobre ações que estão e virão a ser feitas para ajudar os clubes do Rio Grande do Sul.

“Quando a gente constrói uma competição, a gente reúne o Conselho Técnico e ali se decide início, término, quem ascende e quem rebaixa. A CBF tem a prerrogativa de fazer o adiamento (de jogos). Porém, uma paralisação atinge por completo toda a cadeia produtiva do futebol. E aí é interessante que a CBF não tenha uma decisão monocrática, mas sim democrática”, disse.

Ednaldo cita ainda possíveis consequências a economia do futebol e aqueles que seriam prejudicados pela paralisação. “No Maracanã, principalmente quando joga o Flamengo, que tem uma média de público alta, emprega ali no momento 1.200 pessoas. Essas pessoas não estão na folha de pagamento do Flamengo. Mas fazem seu trabalho e recebem ali sua cota. Com essa cota dão sustento às suas famílias. Ele sai dali e vai no supermercado comprar os alimentos para que suas famílias não fiquem com fome. Temos que olhar por essa ótica também. Muita gente depende do futebol”.

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