Maceió,
Nº 4227
FATOS & NOTÍCIAS

Coluna com destaques da política alagoana FN02112019

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Por FATOS E NOTÍCIAS | Edição do dia 02/11/2019

Matéria atualizada em 01/11/2019 às 21h53

A realidade alagoana na distribuição de emprego e renda é cada vez mais preocupante, porquanto mais de 200 mil pessoas estão sem atividade alguma nos mais diversos segmentos da economia. Tanto é que o Estado sente a falta de uma agência de fomento voltada a facilitar a vida de pequenos e microempresários, mesmo com a Desenvolve querendo ocupar esse espaço no setor produtivo. Sua burocracia na obtenção de pequenos empréstimos é um ou talvez o maior entrave para o acesso a pequenos financiamentos, o que depõe contra a administração pública. Nas eleições de 2018, para se ter uma ideia, o setor produtivo alagoano entregou a cada um dos candidatos ao governo do Estado um livreto contendo 183 propostas para oxigenar a economia alagoana, o que, até agora, não se tem notícia do aproveitamento de nenhuma delas.


VAZIO

O drama do setor, como se vê, é imenso e sem uma solução aparente por parte do governo de Alagoas, o qual, embora Renan Calheiros comande o Estado por cinco anos, o vazio na área é de estarrecer.


PÍFIO DEMAIS

Editorial e reportagem da Gazeta focam a “Desenvolve”. Num universo de 400 mil alagoanos desocupados e desalentados (IBGE) e 150 mil CNPJs disponíveis, a agência de fomento do Estado só emprestou a pouco mais de mil pessoas, durante os cinco anos do governo Renan Filho. É resultado pífio demais para o secretário Rafael Brito ainda gastar grana do povo com propaganda.


REJEIÇÃO

Por falar em Desenvolve, o nome de Eduardo Brasil para compor a diretoria da agência foi aprovado na última reunião do Conselho de Administração, mas com restrições. Mesmo assim ele será avaliado pelo Banco Central e, pelo visto, não deverá ser aprovado.


CURRÍCULO

O que pesa contra ele é um currículo que não tem nada a ver com as atribuições daquela instituição de crédito. No currículo de Dudu Brasil, por exemplo, existem citações que devem deixar os técnicos do Banco Central de olho e por isso mesmo deve merecer uma profunda análise quando o nome chegar lá.


A PRÁTICA É OUTRA

Pegou mal a gravação do governador Renan Calheiros, pela qual disse que o setor agrícola “é fundamental” para o Estado. Só que mandou ao Legislativo o projeto de lei orçamentária, de 2020, que reduz a dotação da Agricultura para míseros RS 68 milhões. Vale recordar: em 2015, foi de R$ 91 milhões, já considerada uma cifra insuficiente pelos especialistas.


DESCARTANDO

O surgimento, nos bastidores, de um nome feminino que possa crescer politicamente nos próximos meses para disputar a prefeitura de Maceió coloca pretensos candidatos do governador Renan Calheiros fora do páreo. Seria um golpe de mestre, confidenciam interlocutores palacianos.


COMPROMETENDO

Os boatos de que Rafael Brito poderia figurar em uma chapa majoritária com Alfredo Gaspar para disputar a prefeitura de Maceió enfraquecem o procurador-geral de Justiça. Sem voto e articulação política, o “Menudo” do Palácio República dos Palmares só tem mesmo de referência ser genro do presidente do Tribunal de Contas, Otávio Lessa.


MANIFESTAÇÃO

Os moradores do Pinheiro estudam a realização de uma nova manifestação nas principais avenidas de Maceió para protestar contra a ausência do governo do Estado nas suas reivindicações.

» Assessores do governador Renan Calheiros devem estar dando pulos de alegria com os milionários empréstimos que o Estado tomará nos próximos meses. Uma grana pesada, que deverá servir para a realização de obras e felicidade das empreiteiras. » O governo do Estado parece indiferente à captação clandestina de água no Canal do Sertão, que tem prejudicado os pequenos produtores rurais. Tem carro-pipa sendo vendido à bagatela de R$ 300. » O governo, por baixo dos panos, acelera a privatização da Casal, mas já se sabe que somente o filé será posto para a disputa licitatória, ou seja, Maceió e a região metropolitana. O interior do Estado, como só registra prejuízo, deverá ficar para outra oportunidade.

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