Maceió,
Nº 4227
FATOS & NOTÍCIAS

Confira os destaques da política alagoana #FN09112019

.

Por FATOS & NOTÍCIAS | Edição do dia 09/11/2019

Matéria atualizada em 08/11/2019 às 22h28

A investigação que sofre o governador Renan Filho na Operação Lava Jato desmonta a fama de bom moço que ele tentou passar durante alguns anos para a opinião pública. As ações têm demonstrado que o governador não é tão puro como parecia ser, ao vender uma imagem positiva para alcançar seus objetivos políticos.

Agora, até provar o contrário, sua excelência terá que conviver com o peso das acusações e que poderão trazer graves consequências para o chefe do Executivo estadual e complicar a sua carreira política.

As investigações que apuram doações de propinas pela J&F nas eleições de 2014 avançam rapidamente e já atingem pessoas do círculo pessoal do governador, a exemplo do marqueteiro Adriano Gehres, que sofreu pela Polícia Federal uma ação de busca e apreensão.


PISTAS

Como o inquérito tem demonstrado, existem, sim, pistas fortes sobre a arrecadação estranha de doações quando Renan Filho se candidatou pela primeira vez ao governo de Alagoas.


TOADA POLICIAL

Governador Renan Filho já está se habituando com o giroflex das viaturas da Polícia Federal. Também pudera: em abril de 2017, a Operação Sucupira esteve na Saúde; em agosto do mesmo ano, a Operação Correlatos; recentemente, a Casmurros, que desbaratou uma quadrilha na Educação. Agora, a Lava Jato no encalço da rota da propina. Quatro operações da PF? Já passou do tempo de pedir música.


BOCA FECHADA

Silêncio em qualquer tema controverso. Eis a receita passada pelo marqueteiro Adriano Gehres para Renan Filho, que segue à risca. Tanto é verdade que o governador se recusa a tratar com a imprensa, de forma franca, de qualquer abacaxi que envolve sua gestão - e que são tantos! Agora, Adriano adotou para si próprio o silêncio após ser flagrado com notas fraudulentas.


ESTRATÉGIA DE MARKETING

Para evitar que os comentários sobre sua investigação na Operação Lava Jato tome grandes proporções, o governador estaria sendo, também, orientado pelo seu marqueteiro para anunciar novas obras, embora saiba que poucas delas serão cumpridas.


O ROLO AUMENTOU

A Polícia Federal não tem nenhuma dúvida de que todo o dinheiro que fluiu na campanha do governador Renan Filho chegou e saiu através de notas fraudulentas do marqueteiro Adriano Gehres. Sabe, também, que ele não agiu sozinho e que não tomou essa iniciativa por conta própria.


AGUARDADO

O depoimento do governador Renan Filho à Polícia Federal para esclarecer o recebimento de propinas em sua campanha de 2014 é aguardado com grande expectativa. O governador deve negar tudo, como sempre acontece, mas vai se deparar com provas que já fazem parte do inquérito policial.


RETA FINAL

O governo do Estado, em que pese a reação de entidades sindicais, não abre mão da privatização da Casal. Um processo que já está em pleno andamento e que está sendo comandado pelos secretários Maurício Quintella e George Santoro. No bolo, a participação do BNDES.


SEM RECUO

Os servidores da Casal que se preparem. A partir de agora, depois do seminário que reuniu representantes do governo federal, prefeituras e empresários, a ordem é avançar com o projeto de privatização da Companhia. Uma questão apenas de tempo, avaliam integrantes do próprio governo.

» O promotor Coaracy Fonseca denuncia que está tendo cerceamento de defesa no processo que corre no Ministério Público. » Se depender dele, vai morrer atirando contra sérias irregularidades no governo. Acha que sua atuação no exercício do cargo tem incomodado muitas autoridades, especialmente no governo do Estado. » Entre muitos, o alvo principal do MP é nas secretarias de Educação e Saúde. A primeira, envolvida em operações policiais. » Destacado empresário do setor turístico anda eufórico com a possível privatização da Casal. Um velho servidor atribui a despeita do ilustre executivo ao flagra que a companhia deu em seu estabelecimento, com “gato” na rede de esgoto e água.

Mais matérias desta edição