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Confira os destaques da política alagoana #FN23102021

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Por FATOS & NOTÍCIAS | Edição do dia 23/10/2021

Matéria atualizada em 22/10/2021 às 22h14

Ao fazer chegar a aliados políticos que pretende deixar o governo em abril do próximo ano e, portanto, sair candidato para disputar uma vaga no Senado Federal, o governador Renan Filho vai despertar a atenção dos órgãos de fiscalização, que devem, a partir de agora, ficar de olho nas movimentações pré-campanha eleitoral proibidas pela legislação eleitoral.

Praticamente admitindo que é candidato, se pressupõe que o governador vá utilizar a máquina estatal para realizar obras e angariar apoio político no interior do estado.

Como utilizar instrumentos do governo em benefício próprio é crime, resta aos ministérios públicos de Contas e do Estado redobrarem a vigilância, para que a pessoa física do governador não venha a ultrapassar os limites racionais do cargo que ocupa.


INTERROGAÇÃO

Mesmo que insista em assediar adversários políticos nos últimos dias, o governador Renan Filho sabe que é praticamente impossível fazer uma composição política, como pretende, com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor. A não ser que todo o grupo estivesse unido – leia-se Arthur Lira – o que, diga-se de passagem, não parece ser muito provável.


CARREIRA SOLO

Se aventurar a uma candidatura com eventuais adversários fortes, é um desafio para o atual governador, que busca a todo custo uma maneira de emplacar um aliado seu no governo-tampão. Como a missão não será tão fácil, a disputa passa a ficar a cada dia mais acirrada.


DESVIO DE ROTA

Somente com uma raríssima possibilidade de sair candidato a vice numa disputa presidencial em 2022, fará com que Renan Filho mude o seu destino político. Por isso é que ampliou a ajuda a vários municípios para garantir apoio às suas pretensões políticas.


EXAGERO

Frequentadores do Palácio República dos Palmares têm comentado pelos corredores que a pretensão do governador em se candidatar ao Senado é exagerada. Já com um Calheiros no Senado e abrindo a possibilidade para outro, isso é visto como concentração de forças, exatamente o contrário do que rezam as regras básicas da democracia, que tem estimulado a alternância de poder.


EXPLICAÇÃO

Embora venha gastando centenas de milhões de reais em obras de concreto no interior do Estado com visíveis interesses políticos, o governo ainda não deu uma explicação convincente à população e aos órgãos de fiscalização do calote que levou na compra dos respiradores que nunca chegaram ao seu destino.


TENDENCIOSAS

A Ademi-Al, em nota oficial, saiu em defesa de sua associada, Prime Construções, sobre a veiculação de notícias tendenciosas nas redes sociais. E mostrou que a empresa cumpriu rigorosamente todos os procedimentos jurídicos acobertada por decisão judicial em terreno que possui área de marinha. Ou seja, até uma Certidão de Demarcação foi expedida pela Sedet reconhecendo a legalidade dos atos, o que não foi levada em consideração pelos denunciantes.


SINAL DE ALERTA

As notícias de que o Porto de Maceió pode ser um centro distribuidor de petróleo para o Nordeste, além da exploração de novos poços do óleo e gás na divisa com Sergipe, preocuparam o setor do turismo alagoano, aliás o único que ainda rende bons dividendos ao Estado como um todo. O temor, cujo assunto ainda não foi muito bem explicitado pelas autoridades, é transformar a capital alagoana em uma Cubatão, cidade paulista onde a poluição tomou conta da região.


» A deficiência na apuração de crimes de homicídio está diretamente ligada ao desaparelhamento da polícia judiciária, principalmente no seu corpo de agentes, escrivães e delegados.

» Para que ninguém esqueça, são aproximadamente 50 mil inquéritos inconclusos, com milhares de famílias alagoanas esperando por justiça.

» O secretário de Segurança Pública perdeu uma grande oportunidade de reagir às denúncias da Promotoria de Justiça e não atribuir os fatos à imprensa.

» Como o mundo é hoje globalizado, é preciso que a sociedade alagoana saiba de que o preço do GNV cobrado no vizinho estado de Pernambuco é R$ 1 a menos do que em Alagoas.

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