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Opinião

A juventude brasileira

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Por MILTON HÊNIO - médico e membro do Conselho Estratégico da Organização Arnon de Mello | Edição do dia 18/09/2021

Matéria atualizada em 17/09/2021 às 22h16

No próximo dia 22 estaremos comemorando com alegria o Dia da Juventude, esperança do Brasil. Se por um lado ficamos muito preocupados com o crescente número de jovens que aderem às drogas, por outro lado ficamos entusiasmados com a quantidade imensa de outro grupo de jovens que estão desempenhando suas atividades com ética, dignidade e entusiasmo. A criança é um ser altamente sensível e ao lado das doenças transmissíveis e dos agravos sociais, as agressões psíquicas que elas recebem em seus lares exerce uma influência notável sobre o futuro de suas vidas. Vi isso durante os 58 anos em que exerci diariamente a Medicina. É um fato já perfeitamente conhecido que a criança depende para o bom desempenho orgânico e psíquico dos cuidados que recebem dos pais na infância, do amor, da boa convivência com eles. Desde a amamentação até a adolescência, passando pela fase pré-escolar e escolar ela depende dessa convivência afetiva e será um adulto feliz ou infeliz, saudável ou neurótico.

A juventude brasileira anseia por ter um lugar ao sol, querem mostrar do que são capazes e ficam angustiados quando veem exemplos negativos daqueles que deveriam ter um comportamento digno e não tem. É uma pena que os homens não entendam a importância dos seus papéis quando desempenham funções em que o povo está envolvido. A lei do retorno é implacável e os resultados sempre voltam quando saímos do nosso limite. A juventude paga um preço altíssimo quando é tratada de forma irregular e injusta pelos pais. O Brasil vive atualmente uma fase de transformação histórica em que, com a globalização do mundo, ficaremos para trás se não conseguirmos caminhar com passos largos. Com essa pandemia a juventude brasileira tem sofrido muito, pela angústia dos dias vividos. A democracia é, antes de tudo, uma forma de governo que, por si só, não traz o cordão do bem estar social, sem as condições imprescindíveis de educação e de cultura política, de independência econômica, de estabilidade das instituições e, sobretudo, sucesso de ordem e de dever cívico. Que os sonhos da infância continuem na juventude brasileira. Eu creio na juventude e acredito na influência que ela exerce no destino dos brasileiros. Creio na mocidade que ainda não foi contaminada pelos vícios que a vida ensina; mas na mocidade que estuda e que trabalha, que enfrenta dificuldades sem temor, buscando a vitória. Creio na mocidade que tem fé e move montanhas e que sonha com um mundo melhor, uma mocidade que luta e vê na cultura um objetivo. Eu creio na mocidade que é motor em movimento, sorriso nos lábios, sangue nas veias, canto na voz. Vamos todos, de mãos dadas, vocês puxando o cordão, jovens da minha terra, lutar por um Brasil feliz, com a alegria de viver. Esperamos que essa tempestade causada pelo Coronavírus desapareça com as vacinas e os nossos jovens vivam em plenitude, realizando seus sonhos de vida.

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