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Política

PESQUISA MOSTRA EMPATE TÉCNICO ENTRE JHC E ALFREDO GASPAR

Realizado pelo Instituto Data Sensus, levantamento mostra candidato do PSB com 23%, enquanto Gaspar aparece com 20%

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 15/09/2020

Matéria atualizada em 15/09/2020 às 05h50

| Reprodução

A primeira pesquisa eleitoral realizada após a desistência do ex-governador e ex-deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) realizada pelo Instituto Data Sensus mostra um empate técnico entre os quatro principais nomes da disputa, mas principalmente entre JHC (PSB) e Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB). A pesquisa - que foi registrada na Justiça Eleitoral com o n° AL 00093/2020 - ouviu 1.205 pessoas, acima dos 16 anos, no dia 12 de setembro. De acordo com o cenário estimulado apresentado na pesquisa, onde os eleitores conheciam os nomes dos candidatos, o resultado foi o seguinte: JHC (PSB) aparece com 23%, Alfredo Gaspar (MDB) com 20%, Cícero Almeida (DC) 15% e Davi Filho (PP) 10%, Ricardo Barbosa (PT) 2% e Lenilda Lula (UP) 1%, seguida de Josan Leite (Patriotas), Cícero Filho (PCdoB), Corintho Campelo (PMN) e Ricardinho Santa Rita (Avante). Ou seja, levando-se em conta a margem de erro apontada pelo próprio Data Sensus, para menos, JHC empata com Gaspar, que por sua vez se perder o mesmo percentual e Cícero Almeida crescer, tem empate técnico com ele. No mesmo raciocínio, se Almeida perder percentual e Davi Filho crescer, empata tecnicamente com ele. A julgar por esta situação, se as eleições fossem hoje, os quatro teriam chances, analisadas as devidas proporções de seguirem para o 2° turno.

REPERCUSSÃO

O mais animado dos quatro principais candidatos é o ex-prefeito Cícero Almeida. Nitidamente ele é o principal beneficiado com a saída de Ronaldo Lessa do processo, uma vez que disputariam juntos votos dos servidores públicos, pois foram gestores. Lessa desistiu da cabeça de chapa para ser vice de JHC. Procurado para comentar o resultado, Almeida disse que não foi surpresa estar sendo lembrado pelos eleitores em mais uma pesquisa e aparecer “embolado” com os demais candidatos no chamado empate técnico. Para ele, isso é resultado do que foram os processos de 2014 e 2016, que apontavam que em Maceió tinha sempre um percentual de votos significativos. Além disso, acredita que o reflexo de sua gestão respeitando o servidor público, honrando compromissos e trabalhando pela cidade lhe renderam o direito de estar nos “corações e mentes”. “Estamos sentados analisando tudo isso para irmos contudo nesse processo. O mais importante é trabalhar com o dom e a inteligência que Deus nos deu e o resto vem naturalmente. Não foi surpresa porque fiz uma avaliação entre 2014 e 2016 e avaliei que quem gosta de mim não quer me ver fora de Maceió. Mas amigos meus que estavam ao meu lado já visualizavam antes. Mas sempre tive que analisar com cautela. Agora é o seguinte: segura o Ciço”, brincou Almeida sugerindo que esse pode ser seu lema. Para o candidato JHC, que não aparece com um crescimento vertiginoso como se esperava, ainda é cedo para avaliar os impactos da adesão à sua candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa. Em relação às demais pesquisas já divulgadas, ele cresceu e com a presença de Almeida é um dos mais prejudicados percentualmente falando. “Não acredito que a composição com o ex-governador Ronaldo Lessa tenha influenciado, ainda, no resultado da pesquisa. O importante é que consolidamos a liderança de um projeto construído em torno de valores e ideias que dialogam com as necessidades reais da população de Maceió. Esse não é um caminho recente, começamos essa jornada há quase uma década, sempre enfrentando o establishment político, os interesses inconfessáveis, oferecendo soluções, recursos, empenho, suor e trabalho. Com fé em Deus, essa liderança se confirmará em novembro e Maceió voltará a sorrir”, disse JHC.

CAUTELA

Alfredo Gaspar - que assim como JHC ainda terá o nome confirmado na convenção do partido - optou por não fazer nenhuma análise mais aprofundada da pesquisa. Como também não apresentou um crescimento e se manteve na casa dos 20%, ele destacou que, ao invés de preocupação, via com serenidade a consulta que é parte do processo e da tradição das eleições no país. “As pesquisas de opinião fazem parte do processo eleitoral e da nossa tradição democrática. Vejo com muita serenidade todos os números que são divulgados sobre o pleito desse ano. No momento, ainda estou como pré-candidato, trabalhando com a equipe do meu partido para a convenção de amanhã, dia 15”, observou Gaspar sugerindo que para ele o processo só começa com a oficialização. Indicado pelo seu partido e a aliança que o apoia, o candidato Davi Filho (PP) também disse que para ele o processo ganha sentido somente a partir da convenção. Como tem a maior coligação até o momento, que lhe dará tempo no guia e ainda 80 vereadores de todos os partidos que o apoia, espera crescer no momento certo do pleito, quando as propostas dos candidatos começarem a ser apresentadas. “Vejo a pesquisa com entusiasmo porque os dados representam a fotografia do marco zero de uma campanha que nem começou ainda. Agora, com a oficialização da nossa coligação, que une seis partidos, quase oitenta candidatos a vereador e a maior representação de forças políticas da sociedade é que estamos concluindo nosso calendário de atividades, aguardando a data inicial da campanha. Vamos prestigiar a divulgação das nossas propostas”, destacou Davi.

REJEIÇÃO

Na mesma pesquisa, considerando-se apenas os quatro principais candidatos, Davi Filho é o que aparece com a menor rejeição (4,1%), seguido de JHC (4,3%) e Alfredo Gaspar (5,2%). Já Cícero Almeida surpreende com incríveis 36,3%.

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