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Política

CENTRÃO ARTICULA PUNIÇÃO BRANDA PARA DANIEL SILVEIRA

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Por Folhapress | Edição do dia 23/02/2021

Matéria atualizada em 22/02/2021 às 20h31

Apesar da votação expressiva para manter a prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ), deputados ligados ao centrão e aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apostam e articulam uma punição mais branda no Conselho de Ética da Câmara. Em reservado, congressistas próximos ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), trabalham para que o conselho decida pela suspensão em vez de cassar o colega bolsonarista. A estratégia pró-Silveira dependeria, argumentam, de um processo longo no colegiado. Isso contribuiria para diminuir a pressão da sociedade, mas exigiria comportamento mais reservado do próprio deputado. Silveira está preso desde terça (16) por publicar vídeo com ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e apologia da ditadura militar. A prisão em flagrante foi ordenada por Alexandre de Moraes. O foco maior dos ataques de Silveira foi Edson Fachin. Ele também usou palavras de baixo calão contra ministros e os acusou de vender sentenças. A prisão foi confirmada por unanimidade no plenário da corte na quarta-feira (17). Na sexta-feira (19), o plenário da Câmara a manteve por 364 votos contra 130. A Mesa Diretora da Casa já determinou a reativação do Conselho de Ética - que se encontrava parado em razão da pandemia. Foi apresentada representação por quebra de decoro contra Silveira. O colegiado se reúne hoje para instaurar o processo. Uma radiografia momentânea do conselho poderia sugerir uma situação adversa a Silveira, principalmente inflada pela decisão de sexta. Dos 19 deputados que o compõem - seriam 21, mas o órgão está incompleto-, 12 votaram pela manutenção da prisão no plenário, 4 foram contrários e 3 não votaram. A votação no plenário, no entanto, não é uma garantia de repetição da posição no conselho, para um lado ou para outro. A reportagem da Folha ouviu seis integrantes do colegiado. O deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) votou contra a manutenção da prisão, mas afirma que sua posição se deu após uma análise técnica do ato.

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