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Maceió,
Nº 5755
Política

ENTIDADES PRESSIONAM GOVERNADOR POR AJUDA AOS MAIS POBRES DE AL

Em ato simbólico em frente ao Palácio República dos Palmares, elas querem de Renan Filho um plano de apoio com recursos do Fecoep

Por thiago gomes | Edição do dia 14/07/2021

Matéria atualizada em 14/07/2021 às 04h00

Documento foi entregue ao Palácio e solicita a convocação de reunião ordinária do CIPIS
Documento foi entregue ao Palácio e solicita a convocação de reunião ordinária do CIPIS | Wanessa Oliveira/Mídia Caeté

Dezenas de entidades fizeram um ato simbólico contra a fome, na manhã desta terça-feira (13), em frente ao Palácio República dos Palmares, no centro de Maceió, e aproveitaram para cobrar, do Governador do Estado, Renan Filho, a criação de um plano emergencial para se utilizar os recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) na ajuda a 500 mil pessoas que vivem na linha da pobreza em Alagoas (dados do IBGE). Foi protocolado um manifesto, direcionado ao governador, com este pedido. No documento, é solicitada a convocação de reunião ordinária do Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social (CIPIS) com o propósito de deliberar acerca da proposta do plano. A ideia do grupo é mitigar os impactos da pandemia de Covid-19 entre a população da extrema pobreza no Estado.

Em 19 de agosto de 2020, há quase um ano, o colegiado se reuniu e estabeleceu um grupo de trabalho com a finalidade de elaborar uma proposta de plano emergencial para enfrentamento dos efeitos da pandemia, mas a meta não saiu do papel até o momento.

Em março deste ano, a o CIPIS teve outro encontro ordinário e, na ocasião, o reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor Josealdo Tonholo, apresentou a minuta de um projeto que contemplaria esta necessidade. Foi estipulado prazo de 20 dias para que as discussões fossem retomadas, o que não aconteceu.

“Enquanto isso, milhares de famílias estão passando necessidade, mesmo o Estado tendo caixa para ajudar, como é o caso do Fecoep. O recurso deste fundo é para ser usado justamente para beneficiar as pessoas que vivem na linha da pobreza, mas o que estamos percebendo é a falta de um plano emergencial durante a pandemia”, destacou o advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Zumbi dos Palmares, Arthur Lira.

Segundo as entidades, dados da pesquisa da Impactos Primários e Secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes da UNICEF atestam que 63% das famílias com filhos viram sua renda diminuir. A redução também está mais presente nas camadas mais pobres: 67% daqueles com renda familiar de até um salário mínimo tiveram redução de rendimentos, contra 36% daqueles com renda familiar de mais de 10 salários.

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